Então ela fugiu. Com todas as suas poucas forças; com sua mínima vontade, ela fugia. Contrariando sua quase incontrolável vontade de ficar e segurando suas lágrimas que insistiam em cair. Experimente fugir de seus próprios desejos e conhecerá a dor como de fato é: cruel.
As palavras vinham como enxurrada e se identificava com todos que choravam; porém, não chorava mais, suas lágrimas cessaram. O fim fora inevitável e ela não fizera nada para contrariá-lo, sempre fora conformada.
Não sabia dizer se era qualidade ou defeito, mas de uma coisa sabia: Aquilo fazia mais parte dela mesma do que desejava. Sua falta de verdade matava-lhe aos poucos e lentamente: fatal.
O moço nada dela sabia e ela nunca fizera questão que soubesse, na verdade, ela também não conhecia absolutamente nada de tudo aquilo, estava em um ponto cego onde nada via e nada desejava ver, estava bem.
Talvez a culpa que tanto jogava para cima do garoto fosse de sua autoria, suas mãos pesavam mas isso não lhe importava mais. Seus defeitos, agora, só conviviam com ela mesma e ninguém tinha nada a ver com isso. Não mais.
Ela estava só.
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