terça-feira, 28 de junho de 2011

Confesso que me perdi. Em meio a tantas placas e sinalizações nunca soube em qual acreditar, na verdade, sempre soube muito bem, mas é que... só mais um pouquinho.
A verdade cortava-me incrivelmente fundo, o vento parecia mais dolorido que o normal e meu pobre coração parecia nem mais bater. Mato tanto minha memória que de vez em quando ela me obriga a lembrá-la. E por esse lado é triste. Triste mesmo, dessas dores que não passam. Tristeza dessas que te levam ao fundo do poço. E assim seria se fosse só isso. Se eu fosse feita de boa memória certamente sucumbiria. A mente é bem traiçoeira, lutar contra ela tem sido complicado.
Continuam me perguntando como estou. Apontam para algumas direções e gritam por meu nome. O que posso dizer?
Estou cauterizada.
Sim, estar cauterizada significa que não dói tanto, mas ainda dói, bem de vez em quando, bem de surpresa.
E em meio aos meus rios de lágrimas e minhas feridas abertas, a dor tenta tomar-me de uma vez, como costuma fazer com tantos. Sim, lembranças são cruéis e é ainda mais dolorido quando são voluntárias, não as quero, mas ainda as vejo.
Sim, são duas de mim que jamais viverão em harmonia. E as vezes, como já disse, ser um campo de batalha é bem dolorido. Experimente lutar contra você mesma e verá que seja qual for a escolha sairá machucada. Claro que em intensidades diferentes.
E choro por não poder voltar atrás. Choro por ter aberto mão de mim durante tanto tempo. Choro por coisas que nem existiram.
Olhando pra traz sou grata. Deus sabe, sou feliz.
Mas as vezes meu coração, pequeno e tão machucado não fica bem. Ele quer parar.
Mas não irá. Sei que maior é o que está em mim. E ainda que ninguém acredite em mim. Ele, o Todo Poderoso, o Grande Eu Sou meu escolheu e lutou por minha liberdade.
Se enganou quem achou que eu desistiria tão fácil.

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