Eu olhando atentamente para aquela estrada, eu me perguntava em que aquilo comparava-se a mim.Surpreendi-me ao ver portando, que ela tinha muito a ver com minha própria rotina.
Todos aqueles vais-e-vens da estrada, pareciam-se muito com os vais-e-vens de minha vida, com a pequena, porém importante diferença, de que minha vida tinha algun 'vais' a mais, do que aquela própria estrada.
Me peguei olhado o Sol, e lembrei-me de mim, novamente.Vendo a força que eu ainda tinha em continuar a vida, mas claro, com a pequena diferença, porém importante, de que minha vida não brilhava tanto quanto aquele maravilhoso, e surpreendente Sol, era quase um primo distante daquele astro divino.
Olhei também as árvores.Lógico, lembrei de mim.Sempre paradas, sem mover-se um palmo sequer, sempre presa em uma corrente imaginária, e sempre calada em suas palavras mudas.Assim como eu, que sempre mantinha-me parada em minha própria vida, parada por não poder continuar, parada em uma coleira fictícia, porém real.Calada, sempre reprimindo meus sentimentos, assim como aquela árvores.Me senti mais parecida com árvores do que nunca, pude entender que elas me compreendiam, em minhas palavras silenciosas, elas podiam sentir.E quando surgiu então a claridade daquele belo dia ensolarado.As pessoas incomodaram-se com toda aquela luminosidade, e no momento em que todos colocaram seus óculos escuros, eu continuei olhando fixamente para o Sol, esperando que ele me cegasse e finalmente eu conseguisse não mais observar todo aquele cenário assustador que me aterrorizava.
acho incrivel a forma de como seus textos são sempre mais profundos do que parecem. TE AMO
ResponderExcluirpara de escrever tão bem ):
ResponderExcluir